NET Educação
RSS

Acessibilidade

A+ A-
 
Multimídia

Confira os vídeos educativos que podem complementar o trabalho em sala de aula e favorecer a aprendizagem

12/09/2017 às 16:04 por Marcelo Abud

"A escola é um espaço capaz de potencializar sonhos"

Diretora do filme "Jonas e o circo sem lona" fala sobre o papel transformador da arte no ambiente escolar
  • ()
  • (0)

     

    "A gente precisa questionar a escola sempre que a escola não gere jovens questionadores.

    Então, é papel de todo mundo cuidar e contribuir para a escola.”

     

    (Paula Gomes sobre o que acredita ser o principal papel da escola)

     
     
     
     
    Desde que estreou no início de 2017, “Jonas e o circo sem lona” tem suscitado discussões em torno da delicada relação entre educação e arte no ambiente escolar. No documentário de Paula Gomes, Jonas Laborda tem 13 anos e vive fazendo malabarismos entre o sonho de seguir a carreira no circo itinerante de sua família e a realidade de uma escola pública na periferia de Salvador, uma das regiões mais violentas do país. 
     
    Logo nas primeiras cenas vemos o adolescente organizando uma sessão de circo com os amigos no quintal da casa dele. Os meninos estão em férias e as atrações atraem olhares curiosos de crianças da região, que assistem ao espetáculo. 
     
    O conflito começa no retorno às aulas. Jonas não encontra espaço para viver seu sonho na escola e tem cada vez menos ânimo para frequentar aquele local. A mãe tenta dissuadir o garoto da ideia de abandonar os estudos para ingressar no circo itinerante comandado pelo tio em outra cidade. Vilma faz isso com base em sua própria história: por crescer viajando com o circo da família, não conseguiu se dedicar aos estudos e atribui a esse fato a dificuldade de possuir uma atividade profissional que garanta melhores condições de vida ao filho. 
     
    É nessa corda bamba - representada pela responsabilidade que o amadurecimento traz - que o filme se equilibra. Jonas busca na alegria e improviso dos espetáculos circenses que tenta organizar o apoio para suportar as angústias que sente quando está em sala de aula. 
     
    Escola é local decisivo
    Para a diretora do filme, ouvida nesta reportagem, “Jonas e o circo sem lona” critica a educação formal, “quando olha para alunos tão diversos de uma forma única, sem entender a diversidade”. 
     
    Ainda segundo Paula, a premissa do documentário é trazer à tona questões como “o que a gente faz com nossos sonhos quando cresce? Onde é que a gente coloca os sonhos?”. 
     
    Em uma das falas mais provocativas do filme, a diretora afirma que a escola não é lugar de brincadeira. “Foi doloroso passar por tudo isso, mas também foi bonito, também foi um aprendizado novo. Os professores que participaram do filme entenderam muito”. Na entrevista, Paula revela o que aconteceu depois da exibição de “Jonas e o circo sem lona” em escolas. 
     
    Agora com 19 anos, Jonas é convidado a dar oficinas de circo para os alunos e tornou-se uma referência para a escola onde estudou. Mas o jovem, após a trajetória do filme,  também passou a dar mais valor aos estudos e pretende ingressar em uma faculdade de cinema, quando terminar o supletivo. 
     
    “Assim que acabaram as filmagens, a mãe deixou ele ir para o circo. Ele foi e duas semanas depois voltou porque disse que agora quer fazer cinema. Ele está terminando a escola agora e está no nosso coletivo”, conta Paula. Jonas já fez alguns cursos de atuação, fotografia e direção na área do audiovisual. No próximo filme do Coletivo Plano 3 Filmes, além de atuar, ele também é o segundo assistente de câmera. Intitulado “Filho de boi”, a película será uma ficção e deve ser lançada ainda em 2017.
     
    Sobre esse próximo título, Paula visitou mais de 30 escolas no sertão da Bahia e perguntou aos alunos quem tinha um sonho e já estava lutando para realizar esse sonho. Foi nesse universo que a diretora encontrou os protagonistas para as filmagens. “Foi maravilhoso descobrir como muitos dos sonhos desses meninos passam pela escola. Como a escola está sendo decisiva. Um exemplo é um menino, filho de uma família muito religiosa, que quer ser dançarino contemporâneo. Ele não encontrou tanto apoio na família, mas a diretora cedeu uma sala para ele ensaiar, para ele montar uma apresentação para o fim do ano. De fato, quando a gente critica a escola, não é para desacreditar, é porque a gente acredita muito nesse papel que a educação tem”, conclui.

    Deixe seu comentário

    (0) Comentários


    Participe

    Opine sobre este conteúdo

    pessoas gostaram disso

    As notícias mais curtidas

    Faça parte desta rede e envie seu conteúdo para o portal NET Educação!

    • Flávio Rodrigues
    • Jéssica Miranda
    • Mariani Silva
    • Dartagnan Freire
    • Elza Castro
    • Tatiana Campos Leonardo
    • Itamar Raul de Morais
    • Carolina Natel

    Plano de Aula

    Suas melhores aulas agora como referência.

    Enviar

    As Caras da Educação

    Compartilhe suas histórias com o Portal NET Educação.

    Enviar
    Participe

    Login

    Ao se logar, você pode interagir com o NET Educação e colaborar com o envio de conteúdos!

    Já sou cadastrado

    Esqueci minha senha

    Informe seu e-mail para nós lhe enviarmos sua senha.

    Sucesso!

    Sua senha foi enviada para o seu e-mail.

    Voltar para a tela de login

    Não sou cadastrado

    É rápido e fácil se cadastrar no NET Educação. Com seu login e senha você pode acessar, gratuitamente, todas as áreas do portal.

    Fechar