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As Caras da Educação

Quem faz a educação acontecer no Brasil. Artigos, crônicas e histórias de alunos, professores, pais e todos aqueles que contribuem com a educação no país.

De lagarta à borboleta

O Projeto de Lagarta à Borboleta foi desenvolvido em duas turmas de 4º ano Matutino Vespertino do Ensino Fundamenta, na Escola Municipal Professor João Bernardino da Silveira Júnior. Teve início quando observei que em minha horta havia lagartas destruindo o canteiro de couve. Retirei uma folha com umas vinte lagartas, coloquei dentre de um vidro de conserva com a tampa toda furada e levei-as para observação na sala de aula. Eram de vários tamanhos, desde pequeninas até as mais desenvolvidas, as quais comiam muito. As investigações iniciaram, em roda de conversas decidiram que ficariam com as lagartas para ver o que podia acontecer dali para frente. Questões problematizadoras surgiram. Alguns colocavam seus conhecimentos prévios como: - Então a lagarta do livro “O Sumiço da Lagarta“, é assim? - O que vai acontecer? E outras. Ficaram eufóricos, curiosos e ansiosos com o que poderia acontecer com aquelas lagartas que comiam tanto. A cada indagação ia se confirmando através da observação diária.

Passando alguns dias as maiores foram se acalmando, pararam de come, se preparando para entrar em outra fase. Durante esse período foram feito leitura de vários textos, assistido a vídeos mostrando como acontece a metamorfose da borboleta e registros individuais. A cada mudança era uma festa. Contemplaram no concreto o que era traduzido em textos e vídeos. Por serem muitas puderam visualizar a passagem de uma fase para outra. A curiosidade foi tanta, que a despertou à busca. Trouxeram folhas com ovinhos de borboletas, larvas recém- nascidas, lagartas maiores, crisálidas já formadas. Continuaram a observar entrando em crisálida, os movimentos em crisálida, o rompimento da cutícula, o nascimento das borboletas, como também a devolução para o Meio Ambiente a voar. A satisfação era tamanha, que as crianças decidiram ir à busca de outras e descobrir o maior número possível de espécies de borboletas existente na região em que estão inseridas. Está sendo proporcionado um aprendizado dinâmico e desafiado, no qual voluntariamente vã em buscas de outras espécies no período extraclasse. Contamos com doze espécies de borboletas diferentes e uma mariposa. Algumas foram registradas por fotos outras não foram possíveis e outras depois de registradas, perdemos.

Shirley Lourdes Júlio Ribeiro Fernandes

Shirley Lourdes Júlio Ribeiro Fernandes

Sou gaúcha de 55 anos, iniciei na carreira do magistério em 1977, com uma classe de Índios guaranis. Sou Pedagoga Especializada em Pedagogia da Infância.

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